Comecei o ano letivo, iniciando também uma nova etapa de vida. Depois de 10 anos no magistério, como OFA (contratada do estado), agora estou efetiva no cargo!
E esse cargo eu mais do que mereço, pois passei por uma seleção que nunca havia existido igual para professores. A primeira prova foi dificílima, depois tivemos que fazer curso de formação, depois uma perícia médica minunciosa, depois outra prova... Ufa! Foram quase dois anos de batalha!
Estou satisfeita, pois ninguém poderá dizer que não mereço meu posto e que não tenho capacidade para exercer meu cargo.
Mas com essa conquista vêm outras coisas. Tive que mudar de escola, apesar de gostar muito da que eu estava antes.
Agora, em uma escola diferente, com novos colegas, outra cultura, outra rotina, novos horários, me sinto mudando de ciclo.
Acho que é isso mesmo! Uma mudança de ciclo. Ao menos agora, sinto maturidade para encarar isso sem dramas!
Comprei o carro, estou começando a dirigir (muito medo ainda, mas sei que vai passar...!)
E tenho novos planos que devem iniciar este ano e, se Deus me ajudar, resultarão em algo muito promissor para os próximos. Só não vou contar ainda...
Que Deus me ajude nesta nova etapa!
Como me disse uma vez o amigo Reynaldo Leite, que já não está neste mundo: "Cláudia, já está em tempo de você começar a ser Feliz!"
É isso Dr. Reynaldo! Lá vou eu!


Passou um bom tempo até que eu pudesse escrever neste blog, novamente. Na última vez que eu escrevi estava entre lágrimas e com o coração dilacerado. E posso afirmar que este último mês e meio não foi muito diferente. Eu experimentei muitos sentimentos depois do que aconteceu: Negação (três dias depois, tive um surto e ímpeto de ir buscá-la na clínica na qual faleceu: “Ela não morreu! Está internada! Vou buscá-la!”). Raiva, revolta (por que aconteceu isso, já que cuidei dela com tanta dedicação sem esquecer nenhum detalhe?). Sentimento de culpa (O que fiz de errado? Acho que me descuidei no último momento.). Depois, a tristeza foi mais do que devastadora... Onde estaria meu anjo peludo? Minha bagunceira? Eu costumava chamá-la de “minha alegria” (“oi, minha alegria, tudo bem com você?”) e, de repente, minha alegria havia morrido, literalmente...
Em meio a esse turbilhão, continuei trabalhando, estudando, interagindo, vivendo...
Neste momento, ainda alterno tristeza e serenidade. Começo a sentir os ventos da aceitação. Aceitar não significa estar totalmente conformada. Eu ainda choro todos os dias...
Mas o que quero contar aqui, é que no auge da depressão tomei a decisão de voltar, mais uma vez, a Ilhabela na companhia dos preciosos amigos e terapeutas do Evoluir.
O sítio marambaia, sede do Instituto Evoluir em Ilhabela, tem sido um refúgio em várias etapas da minha vida nos últimos anos. Já fiz dezenas de vivências terapêuticas lá (brinco que, depois da vigésima, parei de contar...), mas nunca canso! E as experiências vão sendo mais e mais significativas. Jamais iguais.
Eu, que tenho dificuldade para meditar (por que a mente está sempre ativa), entro em estado meditativo imediatamente, e quase constante, assim que a balsa desatraca do continente rumo à ilha. É um descanso...
Desta vez, digo que fui chorar um pouco por lá... Chorei mesmo e tive muito aprendizado e reflexão. O grupo, como sempre, em sintonia.
Havia nele, mais duas pessoas de luto. Uma das amigas (Martina, muito querida) havia perdido o pai há poucos dias... Estava lá com a sua mãe, tentando refazer o que ficou. E isso, para mim, foi o bom motivo para que eu não me permitisse ficar no papel de vítima.
Teria sido fácil tentar me tornar a “vítima” da vivência, mas felizmente, a vida começou a me mostrar, rapidamente, que não era esse o objetivo de tudo o que estava acontecendo... O máximo que eu poderia, era respeitar meu próprio sentimento, compartilhar da dor e aprender com aquela companheira de viagem que me parecia tão serena e resignada.
Foi o fim de semana que começou a me trazer de volta do choque que eu ainda estava... Choque de descobrir que eu não posso controlar tudo... Que eu cuidei, mediquei, alimentei, dei todas as vacinas, castrei para evitar doenças, cerquei de tudo o que era necessário, mas que não há 100 % de garantias para nada nesta vida! Que somos, irremediavelmente, vulneráveis... Dentro da minha arrogância, perder o controle, soltar, ter que deixar ir, foi um grande choque!
Bem, mas guardo as boas impressões daquele fim de semana em Ilhabela, ainda. Falávamos de armaduras... E como ficou mais fácil olhar para a minha consciente de que posso usá-la, se precisar, mas não é necessário ficar presa nela!
"Há coisas que só se veem claramente com os olhos que choram"
Há dias eu sentia no peito uma angústia interminável. Mesmo ao realizar um dos maiores sonhos da minha vida, ela não passou... Não consegui comemorar... Outras vezes eu senti isso, mas quando dormia, ao acordar estava aliviada, mas desta vez não: só piorava! Eu não conseguia lembrar os sonhos, mas quando surgia algum flash do que havia sonhada a noite, sentia uma pontada no peito.
A alma sabe o que está por vir...
Desde que recebi o diagnóstico veterinário da minha irmã canina, Lady, não tive mais tranquilidade e nem mais um sorriso de verdade. Porque junto com esse diagnóstico veio outro de uma alteração muito severa no fígado... Que eu não contei para ninguém, porque resolvi pensar que esse diagnóstico "desapareceria"... E como não contei a ninguém, as pessoas me diziam: “Não é nada! Estabilizando a diabetes e fica tudo certo”. “Ela vai ficar bem!”
Era o que eu queria ouvir, mas no mais profundo de mim eu sabia que não seria assim. Eu nunca tive uma intuição tão forte e nunca tive tanta determinação em negar a mim mesma e a todo mundo...!
Eu lutei. Levei a três veterinárias diferentes, na esperança de que o quadro mudasse... Internei, fiz exames, passei cada dia deste último mês fazendo a comidinha especial dela com todo carinho e aplicando a insulina, sempre sob oração.
Mas... Nesta madrugada, chegou ao fim... Depois de passar o dia todo no vai e vem de veterinário e exames... E a expectativa de fazer uma transfusão de sangue no dia seguinte, eu encostei o corpo exausto por alguns míseros minutos e acabei cochilando, até que minha mãe me acordou... “Cláudia, acho que ela está morrendo!”
Então, mas uma vez o cansaço desapareceu, deu um pulo, em minutos estava dentro de um taxi rumo à veterinária, mas quando chegamos lá ela já tinha encerrado sua missão neste mundo!
Cachorro tem missão???
A minha teve. Ela movimentou a minha casa, sempre tão tranquila! Levantou meu pai depois da depressão da aposentadoria, fazia festa para mim quando eu chegava estressada do trabalho e o estresse diluía... Elegeu meus pais como pais dela e “discutia” comigo como irmã...
Por que estou escrevendo tudo isso? Porque preciso! Você não precisa ler, nem entender, mas eu PRECISO escrever porque passei o dia todo com vontade de gritar!
A minha casa está vazia e silenciosa. Temos a sensação a todo instante de que ela está ali, deitadinha no seu cantinho preferido...
Deus, me ajude!
Sei muitos leitores vão dizer: Mas era só um cachorro! Vou até virar piada para algumas pessoas, mas, entendam ou não, a verdade é: Eu “perdi” uma irmã!!!



É incrível com se pode andar em São Paulo, caminhar pelas ruas, pelas praças, entrar e sair de metrô, chorando, chorando muito e ninguém percebe, niguém vê...
Eu já tinha passado por isso e vivi essa experiência esta semana novamente.
Fico refletindo se é normal, isso? Isso é cristão? As pessoas não se olham nesta cidade, não se veem... Caminhar na megalópole São Paulo, é o mesmo que caminhar no deserto!

Com essa realidade não podemos nos surpreender que as pessoas estejam pedindo socorro, sistematicamente, pela Internet.
A maior rede social do momento sugere: "No que você está pensando agora?" E então, aproveitamos para expressar o sentimento contido, na esperança que alguém venha a "curtir" nossos status ou, melhor, nos dê apoio... Compartilhamos também as alegrias, as fotos, as novidades... Nunca se soube tanto da vida e dos sentimentos uns dos outros... pela Internet..., mas quando estamos juntos (se chegarmos a isso), não dá tempo para falar... Precisamos correr contra o tempo. Colocar em dia o trabalho, cumprir a meta, pagar a conta... Não dá para perder o ônibus ou se sair um minuto mais tarde, o trânsito vai estar pior...
Esse é o nosso mundo...
"Clamo em lágrimas a ti, Senhor, lágrimas porque não posso falar.
As palavras se perderam entre meus temores, dores, tristezas, perdas, mágoas, mas lágrimas.
Tu entendes minha prece sem palavras. Tu ouves.
Senhor, enxuga minhas lágrimas, todas as lágrimas.
Não em dia distante, mas agora aqui." (Joseph Boyly)"



De repente, aquele sentimento de novo...
Algo entre angústia e ansiedade que não sei direito o que é e nem o porquê. É sentimento mesmo... impossível colocar em palavras. Nada paupável é capaz de definir... Mas aparece quase diariamente nos últimos tempos...
Uma sensação de estar no lugar errado, de não estar fazendo tudo o que deveria...
Sentimento de que devo mudar algo na minha vida... ou tudo?
Mas eu não sei, exatamente, o que... Por onde começar, o que devo mudar...
Sem saber o que está tão errado, fica muito difícil mudar...
Só o que posso fazer é pedir ajuda de Deus para clarear. Para me fazer ver o que preciso, para me mostrar os caminhos!


Rogério é um morador de rua que vive numa carroça coberta, com 10 cães, entre eles, alguns encontrados em condições extremas - espancados pelos antigos donos, jogados pela janela de um caminhão, doentes, abandonados e esfomeados, largados ao léu, amarrados em postes etc.
Vive de doações de ração, remédios e comida. Os cães são muito bem tratados, mas dependem do amor e do carinho que o Rogério tem por eles, e da caridade daqueles que o conhecem e admiram.

Ele fica próximo a pontos de ônibus na avenida Georges Corbusier, após a rua Jequitibás (região do Jabaquara, em São Paulo), os cães não atrapalham ninguém, são super-educados e simpáticos (todos castrado(a)s) e passam boa parte do dia dentro da carroça.
Ele é muito querido pelos comerciantes da região, mas o problema é durante a madrugada, quando bêbados no volante, e garotos usuários de drogas na região, tem sido uma constante ameaça. Rogério já foi espancado por jovens drogados e chegaram a jogar alcool nele enquanto dormia com os cães dentro da carroça, por sorte não tiveram tempo de acender o fósforo, pois um dos cães latiu e o avisou do perigo.

Ele é um exemplo de como uma pessoa pode se doar. Alguém na condição dele, poderia ter escolhido outros caminhos, mas Rogério demonstrou coragem e decidiu perseverar. Além de ser uma pessoa de muito valor, faz caridade pra deixar muito bacana por aí no chinelo. Sua presença ilumina os lugares por onde passa, mas ele já está cansado e também não é mais tão jovem assim.

Assim, é diante de tudo isso peço que ajudem a divulgar esta história para que o Rogério possa conseguir uma oportunidade que lhe propicie melhores condições de moradia e de vida, em qualquer cidade, para que ele possa cuidar não somente dos seus, mas de outros tantos cães abandonados por esse Brasil, e que precisam de muitos cuidados e de carinho. Já he ofereceram abrigo, mas desde que os cães ficassem para trás e o Rogéio recusou, pois para ele, estes cães são como filhos; são sua familia.

Outro dia ele estava levando todos os cães para um pet shop para tomar banho - eram 11 cachorrinhos felizes. Eram originalmente 10, mas agora apareceu mais um, um fox paulistinha que eu não conheci porque no momento que conversamos estava no banho. Ele disse que havia passado remédio contra pulgas nos cachorros, e que o tal remédio é meio melado, e então teve que dar banho em toda a tropa. Perguntei quanto ele iria gastar para dar banho em toda aquela tropa de cachorros, e ele, sorrindo como sempre, disse que a moça do pet shop o ajudava e não cobrava nada. Santa alma! Aí eu perguntei a ele: e você? Onde toma banho? E ele me respondeu que tomava banho no posto de gasolina da esquina, banho frio, gelado mesmo. Disse que como era nordestino, estava acostumado...
Às vezes faltam palavras que possam definir a grandeza de uma alma como esta, que mesmo não tendo quase nada para si, dá o pouco que tem para minorar o sofrimento desses pobres animais de rua. Muito mais importante do que as aparências, a riqueza, e o poder ostentado pelas pessoas, são suas atitudes e seus valores éticos e espirituais.
Obrigada Sr. Rogério! Meu mais profundo respeito pelo senhor!

Não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...


Olá mundo,
Depois de passar por uma cirurgia no dia 11 de janeiro, e já estar sob efeito dela antes mesmo do natal (tensão, estresse) e ter ficado 20 dias de repouso, quase absoluto, com as férias e o verão correndo lá fora, finalmente estou começando a "acordar" para o mundo novamente... Parece que o ano está começando agora e começo a pensar nos planos para ele.
Para uma pessoa que vive em 220 como eu, ter que parar assim totalmente, não deixa de ser um aprendizado... em alguns momentos, um pouco difícil...
Aprendizado que começou antes da cirurgia, quando comecei a sentir um medo paralizador, não da operação em si, mas de saber que eu teria que "ser cuidada" por outras pessoas (minha família), durante um tempo...
Sempre assumo, mesmo antes de alguém me pedir, o posto de "cuidadora". Assim, eu cuido da casa, das compras, dos serviços bancários, pagamentos das contas (nas vésperas de Natal quase fiquei louca de tantas coisas que peguei para fazer, completamente sozinha). De repente... Eu, todas "enfaixada", cheia de pontos, sem poder me mexer e tendo que ter ajuda para tudo...! Quando comecei a me dar conta de que seria assim depois da cirurgia, meu primeiro impulso foi desmarcar, sob outros pretextos, lógico. Mas como já havia sido adiada duas vezes e o médico me afirmava que não havia jeito ou faria agora ou teria que fazer em algum momento no futuro... Decidi encarar a minha parte "fragil", que precisa dos outros.
Depois disso, senti vontade de me abandonar mesmo aos cuidados de alguém, relaxar. Mas o fato é que sinto muito pouca confiança em quem quer que seja para fazer o que, sempre acredito, só eu vou saber fazer...!
Que feio! Isso não deveria ser assim. Eu não deveria ser tão prepotente e arrogante ao ponto de achar que ninguém pode fazer como eu... Acordei que preciso trabalhar isso urgente, prestar atenção nesta meu defeito.
Bem, a questão é que TIVE que parar. Desde então as coisas estão sendo feitas... E assim, parece que ouço constatemente o trecho da música "o acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído...". E várias outras máximas que tenho ouvido nos últimos anos, como "confiar no fluxo da vida", que parece que, infelizmente, não aprendi muito...
A parte boa é que esse período de "molho" tem me obrigado a pensar sobre todas essas minhas limitações. E também pensar em mudar coisas nesta minha vida toda planejadinha, cheia de listas de afazeres e organização...
Vamos lá!
Parece até que foi ontem que eu estava aqui escrevendo sobre o Natal, no ano passado... O tempo está passando muito rápido ou somos nós que estamos mais acelerados do que deveríamos?
Um dos meus projetos para o próximo ano é estressar menos... Mas está na minha pauta aumentar a jornada de aulas... Será que essas duas coisas são compatíveis? Sei que são, só resta descobrir como... Vou me esmerar nisso.
De qualquer forma já é hora de pensar no Natal... E, para mim, é sinônimo de reflexão e uma ponta de melancolia. Sempre!
Não foi um ano fácil para a minha família. Tivemos que "devolver para o céu" o tio André que foi no meio do ano e sobre o qual já escrevi aqui, e, agora, a tia Cacilda que decidiu ir passar o Natal com os Abuelitos e todos os que nos antecederam nesta Viagem... A festa por lá, deverá ser muito boa, pois tanto um quanto o outro, com certeza foram recebidos com alegria. Para nós, vão fazer falta, mas... temos que ser resignados...
Gosto de cultivar sempre as lembranças mais legais quando uma pessoa se vai. E, da tia "Cacuda" ou "Catida" com dizia a Laurinha, lembro de quando ela chegava a chorar de tanto rir. Ou dela, sempre acolhendo alguém que chegava na família, sem questionar muita coisa. Não via nela sombra de preconceito ou frescura... Eu a admirava nisso! O consolo que temos, é que um dia vamos todos nos reencontrar em cenário melhor, mais bonito, sem tantos problemas...
Enfim, apesar da melancolia típica desta época, que já aprendi a entender e acolher com serenidade, sempre procuro selecionar os motivos para agradecer no ano que está indo.
Bem, acho que posso me felicitar por ter crescido profissionalmente. Conquistado espaços importantes, que me auxiliarão no próximo período. Consegui ser reconhecida (isso não tem preço!) pelo esforço e pela qualidade do trabalho, passei em duas provas difíceis de mérito e em um concurso público dificílimo! Sim, tenho motivos para ser grata! Pude ajudar mais meus pais, e preparar o terreno para avançar mais no ano que vem!
No afetivo, como sempre, não aconteceu nada... Mas estou em paz e isso é o que importa! A solidão pode ser muito boa conselheira em algumas situações. Não, não estou fazendo apologia da solidão apenas reverenciando a parte boa dela! Tem me feito companhia por tanto tempo que aprendi a gostar dela...
Agora que brilham pequenas luzes em todo lugar, está chegando a hora de começar a dizer Feliz Natal e apesar dos pesares, a esperança sempre supera qualquer coisa e assim, esperamos que ele seja realmente muito FELIZ!

|
|
||||
|
||||
|
|
||||
|
||||